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By Ferramentas Blog

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Cabo da Boa Esperança




Quando eu tinha menos de um metro e ciquenta e três me contaram a história do cabo da Boa Esperança. A minha imaginação viajava até a África e nada justificava o erro do navegador. Outras vezes ele me parecia perigoso e capaz de desviar os navegadores mais experientes. Esses pensamentos tomavam forma em meio a tempestades, navios à deriva e tripulantes lutando pela vida. A fantasia destas aventuras engolia os livros de História.
Finalmente conheci o Cape of good hope.
Na verdade trata-se de um encontro entre o oceano Índico, calmo como um tapete cobrindo um lado do cabo e o Atlântico, bem no final da curva, imponente, bravo, majestoso, a espera dos menos avisados. Nada de grandes tempestades, ondas gigantescas ou monstros marinhos. Apenas uma transição inesperada.

À esquerda a calmaria do Índico, à direita a inquietude do Atlântico.
A Imponência do Atlântico foi capaz de desenhar o curso da história.
Desfeito o mistério, ele passou a ser um marco geográfico.
A Escola deveria ultrapassar seus muros. Quando a informação é associada à experiência ela se transforma em conhecimento.

Algumas fotos tiradas a caminho do Cabo.

 As mães levando as crianças para a escola
 Uma baleia transitando pelo Atlântico



Frio pra Pinguim

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Johannesburg


Joanesburgo ou Johannesburgo é a maior cidade da África do Sul,   a quarta maior do continente africano, e  capital da província de Gauteng bem como sede da Corte Constitucional Sul-africana.
 É uma cidade dinâmica e cosmopolita onde convivem grandes arranha céus, centros comerciais enormes, ótimos lugares para visitar. A cidade é para a Africa do Sul o que São Paulo é para o Brasil, financeiramente falando. Embora sejam faladas 11 línguas oficiais, as mais comuns são o inglês e o africânder. É muito interessante vê-los conversar. Quando querem prender a nossa atenção para vender algo, o inglês flui maravilhosamente. Para nos excluir basta usar uma das 11 línguas e pronto, sobramos!
Como toda grande metrópole possui um índice elevado de crimes. São comuns os tiroteios e os grandes bolsões de pobreza.
Embora apresente essas grandes feridas sociais, existe uma área reservada ao turismo com grandes hotéis e shoppings enormes. Somos aconselhados a não circular pelo centro e evitar ficar nas ruas durante a noite.



 Estadio Soccer City











 Estádio Ellis Park

Além de ter vinhos decliciosos!

Nelson Mandela



"A luta é a minha vida. Continuarei a lutar pela liberdade até o fim de meus dias. 
Não há como falar da África sem falar em Mandela. Os dois se confundem em um ideal comum, a liberdade.

  Por Thais Pacievitch

O apartheid, termo africâner que quer dizer separação, surgiu oficialmente na África do Sul em 1944, e serve para designar a política de segregação racial e de organização territorial aplicada de forma sistemática a aquele país, durou até 1990. O objetivo do apartheid era separar as raças no terreno jurídico (brancos, asiáticos, mestiços ou coloured, bantus ou negros), estabelecendo uma hierarquia em que a raça branca dominava o resto da população e, no plano geográfico, mediante a criação forçada de territórios reservados: os Bantustanes.

Em 1959, com o ato de autogoverno, o apartheid alcançou o sua plenitude quando sua população negra ficou relegada a pequenos territórios marginais, autônomos e privados da cidadania sul africana.

Por Rainer Sousa 

 O líder sul-africano Nelson Mandela foi um dos mais importantes sujeitos políticos atuantes contra o processo de discriminação instaurado pelo apartheid, na África do Sul, e se tornou um ícone internacional na defesa das causas humanitárias. Nascido em 18 de julho de 1918, na cidade de Transkei, Nelson Rolihlahla Mandela era filho único do casal Henry Mgadla Mandela e Noseki Fanny, que integrava uma antiga família de aristocratas da casa real de Thembu.
Mesmo após ter suas posses e privilégios retirados pela ingerência da Coroa Britânica na região, a família viveu um período de tranqüilidade, até quando Henry Mgadla faleceu inesperadamente, em ano de 1927. Com essa reviravolta em sua vida familiar, a mãe de Mandela se viu obrigada a deixar seu unigênito sob os cuidados de Jongintaba Dalindyebo, parente da família que tinha condições de zelar pela vida e a educação de Nelson Mandela.
Nesse período de sua vida, o jovem Mandela teve oportunidade de ter uma ampla formação educacional influenciada pelos valores de sua própria cultura e da cultura européia. Com isso, o futuro ativista político conseguiu discernir como o pensamento colonial se ocupava em dizer aos africanos que eles deveriam se inspirar nos “ditames superiores” da cultura do Velho Mundo. Após passar pelas melhores instituições de ensino da época, o bem educado rapaz chegou à Universidade de Fort Hare.
No ambiente universitário, Mandela teve oportunidade de tomar conhecimento da luta contra o apartheid promovida pelo Congresso Nacional Africano (CNA). Entretanto, antes de lutar contra o problema social que tomava seu país, Nelson Mandela se voltou contra as tradições de seu próprio povo ao não se sujeitar a um casamento arranjado. Mediante o impasse, o jovem se refugiou na cidade de Johannesburgo, onde trabalhou em uma imobiliária e, logo em seguida, em um escritório de advocacia.

Vivendo nesta cidade, Mandela aprofundou ainda mais seu envolvimento com as atividades do CNA e deu continuidade aos seus estudos no campo do Direito. No ano de 1942, com o apoio de companheiros como Walter Sisulu e Oliver Tambo, fundou a Liga Jovem do CNA. Na década de 1950, os ativistas aliados à Mandela resolveram realizar uma grande manifestação de desobediência civil onde protestavam com as políticas segregacionistas impostas pelo governo do Partido Nacional.

Essa grande manifestação política resultou na elaboração da Carta da Liberdade, importante documento de luta onde a população negra oficializava sua indignação. Em 1956, as autoridades prenderam Nelson Mandela e decidiram condená-lo à morte pelo crime de traição. No entanto, a repercussão internacional de sua prisão e julgamento serviram para que o líder ficasse em liberdade. Depois disso, Mandela continuou a conduzir os protestos pacíficos contra a ordem estabelecida.
 
Em março de 1960, um trágico episódio incitou Nelson Mandela a rever seus meios de atuação política. Naquele mês, um protesto que tomou conta das ruas da cidade de Sharpeville resultou na morte de vários manifestantes desarmados. Depois disso, Nelson Mandela decidiu se empenhar na formação do “Lança da Nação”, um braço armado do CNA. Naturalmente, o governo segregacionista logo saiu em busca dos líderes dessa facção e, em 5 de agosto de 1962, Mandela foi mais uma vez preso.
Após enfrentar um processo judicial, Mandela foi condenado à prisão perpétua, pena que cumpriria em uma ilha penitenciária localizada a três quilômetros da cidade do Cabo. Nos vinte e sete anos seguintes, Mandela, o preso “466/64”, ficou alheio ao mundo exterior e vivia o desafio de esperar pelo tempo em sua cela. Nessa época, consolidou uma inesperada amizade com James Gregory, carcereiro da prisão que se impressionou com os valores e a dignidade de seu vigiado.
Nesse meio tempo, após a desarticulação do movimento anti-apartheid, novos movimentos de luta surgiram e a comunidade internacional se mobilizou contra a sua prisão. Somente em 1990 – sob a tutela do governo conciliador do presidente Frederik Willem de Klerk – Nelson Mandela foi liberto e reconduziu o processo que deu fim ao apartheid na África do Sul. Em 1992, as leis segregacionistas foram finalmente abolidas com o apoio de Mandela e Willem de Klerk. 
No ano seguinte, a vitória política lhe concedeu o prêmio Nobel da Paz e, em 1994, foram organizadas as primeiras eleições multirraciais da África do Sul. A vitória eleitoral de Nelson Mandela iniciou o expurgo das práticas racistas do Estado africano e rendeu grande reconhecimento internacional à Mandela. Depois de cumprir mandato, em 1999, Mandela atuou em diversas causas humanitárias. Ainda hoje, o líder sul-africano exerce grande papel na luta contra a AIDS.

O Museu do Apartheid

Mesmo negando, o preconceito existe dentro de nós.  Quando cheguei ao museu haviam duas entradas identificadas apenas por fotos. Escolhi uma e continuei até o final quando descobri ter escolhido a entrada para brancos. Tive vontade de chorar!

 Duas entradas...


 E eu havia evitado essa entrada...

Embora a luta tenha durado tanto tempo e custado tantas vidas, ainda existe Apartheid dentro de alguns corações Africanos. Eles cobram dos brancos o que seus parentes perderam. Mandela pediu um reinicio de vida. Infelizmente nem todos ouviram mantendo a discórdia em seus corações. Quiçá um dia a África se torne realmente um continente sem ódio.


África - Setembro de 2011

Black Rhino

A África é o terceiro continente mais extenso com cerca de 30 milhões de quilômetros quadrados, cobrindo 20,3 % da área total da terra firme do planeta. Transitar por lá é uma honra. África das grandes diferenças, das grandes lutas. África de Mandela!
 "Deixem reinar a liberdade"
E assim se fez no Black Rhino...
 Não há coleiras, cadeados, jaulas ou qualquer outra forma de escravidão.  Neste mundo distante eles são os anfitriões. Cabe a nós o respeito pelo espaço e o tempo de cada um.  Tudo exala liberdade!!!

 Pequenos bangalôs bem confortáveis nos recebem para o descanso.  Mesmo assim continuamos no seio da selva compartilhando espaço com os animais. Não se exalte se um deles bater à sua porta. É preciso saber quem é esse bicho homem encolhido em sua cama de lençóis brancos enquanto a vida acontece lá fora.

 Hora do Jantar. Ao fundo a música lembra a África de nossos sonhos. Tambores, vozes entoando cantos da terra e um cardápio bem especial. Deguste a música, os cheiros e os sabores. A mãe África lhe abre os braços.
 Tempo de buscar novos amigos. Não faça barulho além do pensamento. Ao contrário de nós, o silêncio é o esteio de suas vidas.


 Caminham altivos, sem medo, certos da segurança oferecida pela vegetação.


 Famílias inteiras desfilam ao nosso redor sem se importarem com a nossa presença. Aqui o bicho homem não pode lhes agredir ou domesticar.

Linda, enorme, desajeitada, dócil e ao mesmo tempo elegante. A girafa emoldura os mais belos quadros da mata.
Existem outras Áfricas, mas esta será a minha África de coração.






"Não há caminho fácil para a Liberdade". Assim foi escrita a história da África!