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By Ferramentas Blog

domingo, 29 de maio de 2011

Pablo Neruda


"...........
Viva hoje !
Arrisque hoje !
Faça hoje !
Não se deixe morrer lentamente !

NÃO SE ESQUEÇA DE SER FELIZ"












E foi assim que eu conheci o Homem, Pablo Neruda. Após ler seus poemas, pensamentos, poesias, visitei suas casas, Isla Negra (em Isla Negra no chile),  La Chascon (No Bairro Providência de Santiago) e La Sebastiana (no Cerro Bellavista de Valparaíso). Todas moradas do seu coração. Conheci o refúgio do seu amor proibído e pela primeira vez quis ser Mathilde ou quem sabe, ser amada por um Pablo Neruda. Quanto amor exala daquelas paredes, se esconde naqueles objetos colecionados com tanto cuidado. Quanto tempo perdido onde não se deseja estar, sonhando com o lugar onde deveria estar. Que amor fiel ao mar, contado em verso e prosa.
"O Oceano Pacífico era tão grande que não cabia no mapa. E eles resolveram colocá-lo em frente à minha janela."
Isla Negra

"O Vento na Ilha


O vento é um cavalo
Ouça como ele corre
Pelo mar, pelo céu.
Quer me levar: escuta
como recorre ao mundo
para me levar para longe."



"Me esconde em teus braços
por somente esta noite,
enquanto a chuva rompe
contra o mar e a terra
sua boca inumerável.

Escuta como o vento
me chama galopando
para me levar para longe.

Com tua frente a minha frente,
com tua boca em minha boca,
atados nossos corpos
ao amor que nos queima,
deixa que o vento passe
sem que possa me levar.

Deixa que o vento corra
coroado de espuma,
que me chame e me busque

galopando eu, emergido
debaixo teus grandes olhos,
por somente esta noite
descansarei, amor meu."
 

"Amor, quantos caminhos até chegar a um beijo,
que solidão errante até tua companhia!
Seguem os trens sozinhos rodando com a chuva.
Em taltal não amanhece ainda a primavera.
Mas tu e eu, amor meu, estamos juntos,
juntos desde a roupa às raízes,
juntos de outono, de água, de quadris,
até ser só tu, só eu juntos.
Pensar que custou tantas pedras que leva o rio,
a desembocadura da água de Boroa,
pensar que separados por trens e nações
tu e eu tínhamos que simplesmente amar-nos
com todos confundidos, com homens e mulheres,
com a terra que implanta e educa cravos."
"...Saudade é amar um passado que ainda não passou,
É recusar um presente que nos machuca,
É não ver o futuro que nos convida..."
"Nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria."

"Aqui eu te amo e em vão te oculta o horizonte.
Estou a amar-te ainda entre estas frias coisas.
As vezes vão meus beijos nesses barcos solenes,
que correm pelo mar rumo a onde não chegam."

La Chascona


" Já me creio esquecido como estas velha âncoras.
São mais tristes os portos ao atracar da tarde.
Cansa-se minha vida inutilmente faminta..
Eu amo o que não tenho. E tu estás tão distante."


"Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já... 
"

 "É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo"


 " E a minha voz nascerá de novo,
talvez noutro tempo sem dores,
e nas alturas arderá de novo o meu coração
ardente e estrelado"


"Não estejas longe de mim um só dia, porque como,
porque, não sei dizê-lo, é comprido o dia,
e te estarei esperando como nas estações
quando em alguma parte dormitaram os trens.

Não te vás por uma hora porque então

nessa hora se juntam as gotas do desvelo
e talvez toda a fumaça que anda buscando casa 

venha matar ainda meu coração perdido

Ai que não se quebrante tua silhueta na areia,

ai que não voem tuas pálpebras na ausência:
não te vás por um minuto, bem-amada,

porque nesse minuto terás ido tão longe

que eu cruzarei toda a terra perguntando
se voltarás ou se me deixarás morrendo"

La sebastiana
"Perto de ti é perto de mim
e longe de tudo é tua ausência"
Vista da casa

“Daquelas terras, daquele barro, daquele silêncio, eu saí a andar, a cantar pelo mundo.”




“O poeta não pode temer o povo. Pareceu-me que a vida fazia uma advertência e me ensinava para sempre uma lição: a lição da honra oculta, da fraternidade que não conhecemos e da beleza que floresce na escuridão.”



 "Não...
Depois de te amar,
Eu não poderia amar mais ninguém.
De que me importa se as ruas estão cheias de homens,
esbanjando beleza e promessas ao alcance das mãos.
Se tu já não me queres,
é funda e sem remédio a minha solidão.
Era tão fácil ser feliz quando estavas comigo.
Quantas vezes ouvi teu riso, rindo feliz
Como um guizo em tua boca.
E a todo momento sem te beijar, eu estava te beijando;
Com as mãos, com os olhos, com o pensamento
numa ansiedade louca."

“Talvez não tenha vivido em mim mesmo, talvez tenha vivido a vida dos outros. Do que deixei escrito nestas páginas se desprenderão sempre – como nos arvoredos de outono e como no tempo das vinhas – as folhas amarelas que vão morrer e as uvas que reviverão no vinho sagrado.
Minha vida é uma vida feita de todas as vidas: as vidas do poeta.”
 
Pablo Neruda
Para saber mais http://www.fundacionneruda.org/es/inicio.html

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